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Ilha de Giglio já sofre com a poluição causada pelo naufrágio na costa italiana

A pequena ilha italiana de Giglio já começou a ser poluída por resíduos dos destroços do cruzeiro Costa Concórdia, naufragado no dia 13 de janeiro.


O instituto de proteção ambiental da Toscana relevou que já existe uma concentração de 2 a 3 mg/l de surfactante (uma substância presente em detergentes) na água do mar. Normalmente esta presença é nula.


Este paraíso marinho está agora com um nível de surfactantes parecido ao de portos industriais, como Marghera, perto de Veneza.


“A situação ainda é controlável, mas perigosa para uma área que vive do turismo e da pesca”, explicou à France Presse Gaetano Benedetto, porta-voz do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) da Itália.


Segundo ele, trata-se de uma “poluição concentrada e pontual”. “Não podemos nos alarmar, mas precisamos prestar atenção”, disse.


O que preocupa é o destino dos poluentes que envenenam: “fluido da bateria, retardadores de chama altamente poluentes, solventes, óleos…”


“Não dispomos de nenhuma avaliação precisa”, lamentou e questionou: “qual é o tempo necessário para retirar o navio naufragado?”.


O investigador responsável pelo caso, Franco Gabrielli, lembrou na quarta-feira que, apesar de sua demanda, a companhia proprietária do navio ainda não apresentou um plano de recuperação de resíduos.


Contudo, o PDG da Costa Cruzeiros, Per Luigi Foschi, caracterizou de “tarefa monumental a retirada do navio naufragado e um trabalho de grande complexidade”.


Além disso, o bombeamento de combustível dos reservatórios ainda não começou.


“Se vazar para o mar estas 2.380 toneladas de combustível denso e viscoso poderá causar um impacto não apenas em Giglio, mas em todo o arquipélago da Toscana (onde estão 7 ilhas) e em toda a região costeira”, alerta Angelo Gentili, da Legambiente, uma das principais associações italianas de defesa do meio ambiente.


“Os melhores especialistas mundiais estão aqui, mas existe a possibilidade de uma piora nas condições meteorológicas e de incidentes que podem impedir a recuperação total do combustível durante o bombeamento, que deve começar no sábado”, afirmou.


Benedetto, contudo, afirma que neste domínio, “a técnica utilizada já foi experimentada: medidas de segurança foram testadas, o bombeamento pode ser interrompido caso o tempo piore… Portanto, este é um método de gestão comprovado”.


Este processo terá um tempo limitado, deve durar apenas de “20 a 30 dias”, por causa dos vários perigos, acrescentou.


“A ilha de Giglio possui um ecossistema marinho e terrestre único”, observou. “Na fase atual, não há um risco para a saúde, mas para o turismo: em caso de vazamento no mar, haverá um forte impacto negativo.”


(Fonte: G1)

Publicado por Indiara, em 27/01/2012 às 14:13 hrs.
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